Curitiba abre as cortinas para a Opereta

Gênero teatral tem a sua primeira montagem curitibana com estreia em fevereiro

CURITIBA, 04/01/2019 – Ela não é apenas uma pequena ópera encenada, sendo mais curta e leve e menos extravagante do que as obras tradicionais. A opereta dá um passo a mais ao permitir a coexistência do canto e da fala e ao aproximar o erudito do popular. Precursor da comédia musical, esse gênero de teatro se tornará mais acessível aos curitibanos durante o mês de fevereiro. É quando estreia a montagem “Janaína, não seja boba”, do diretor italiano Roberto Innocente, com música do maestro Alessandro Sangiorgi. Um projeto inusitado que carrega consigo o prêmio do Concurso de Dramaturgia do TCP e o incentivo do PROFICE.

Em Curitiba, algumas iniciativas já têm sido desenvolvidas na intenção de aproximar o público da Ópera. Uma delas, em especial, foi responsável por trazer para o Brasil o diretor Roberto Innocente e consolidar a sua parceria com o Maestro Alessandro Sangiorgi. Roberto veio de Pádova para Curitiba em 2005 a convite do Teatro Guaíra para dirigir “La Boheme”. Desde então, esses dois italianos, juntos, já dirigiram no Paraná projetos importantes, como: “La serva padrona” (ação do CCTG), “Livietta e Tracollo”  (projeto “Ópera Ilustrada”, na Capela Santa Maria), “L’occasione fa il ladro” (produção da Opera Orchestra Curytiba), entre tantas outras ações de impacto neste segmento.

Além dos projetos em comum, os dois parceiros de trabalho carregam como igualdade trajetórias artísticas importantes.  O maestro Alessandro Sangiorgi, que por nove anos atuou como regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Paraná, foi responsável pela ampliação do repertório sinfônico e pelo retorno das montagens de óperas no Centro Cultural Teatro Guaíra. Em 2009, recebeu o reconhecimento do governo italiano por sua trajetória cultural, sendo a ele conferida a Caveliere dell’Ordine della Solidarietá (Comenda da Estrela da Solidariedade Italiana).

Roberto Innocente é daqueles artistas plurais. Ator de teatro e cinema, dramaturgo, diretor, cenógrafo e artista plástico. É especializado em ópera lírica e commedia dell’arte. Na Europa, seguiu os ensinamentos de nomes consagrados, como Dario Fo e Carlo Boso. Na capital paranaense, fundou o grupo Arte da Comédia, do qual é diretor artístico. A companhia já tem mais de dez anos de trajetória marcados por premiações diversas.

O espetáculo com estreia em fevereiro, porém, se diferencia de todos os outros projetos que Innocente e Sangiorgi já tocaram em parceria. Innocente explica que, para além da ópera, a opereta é um gênero pouquíssimo difundido no Brasil e, quanto mais, no Paraná. “Nunca Curitiba investiu em uma montagem no estilo. Não é musical e não é ópera lírica. A opereta tem o diferencial de ter a música clássica como norte, mas mergulhar no popular em paralelo. Tanto quem aprecia óperas, quanto quem se identifica com a MPB ou o samba, por exemplo, encontrará referências em ‘Janaína, Não Seja Boba’. No mais, é uma comédia, o que garante muita diversão ao público”, reforça o diretor.

Para Sangiorgi, que já dirigiu musicalmente variadas óperas, o grande diferencial deste projeto foi a composição original. Todas as 27 músicas de “Janaína, Não Seja Boba” são de sua autoria. A inspiração veio de obras famosas na Ópera e de clássicos da música popular,  brasileira e italiana. “Há alusões a temas e partes de óperas conhecidas que se misturam a referências do texto. O público vai identificar homenagens a compositores que vão desde Puccini (com referência a La Boheme, por exemplo), Bizet (com Carmen), Rossini (com O Barbeiro de Sevilha) até Camargo Guarnieri, Carlos Gomes e Noel Rosa, entre outros”, explica o maestro.

Para colocar em prática essa empreitada, dez atores foram selecionados a dedo em um processo que incluiu análise de currículos, entrevistas e uma semana de intensa oficina de canto e interpretação. “Temos a honra de ter conseguido montar uma equipe com um belo repertório, são atores com vivência musical, extremamente talentosos, qualificados e repletos de entusiasmo para este projeto”, anima-se Roberto. Entre os atores está Daniel Siwek como um dos protagonistas.  Ator e músico de longa data, ele ficou nacionalmente conhecido por sua participação em novelas como “Os Dez Mandamentos” e “Jesus”, ambas da Rede Record.

O texto é uma “ópera na ópera” que se passa no Rio de Janeiro, em Angra dos Reis. O protagonista, Maestro Martins, faz anos tenta encenar a sua ópera prima; “Janaina não seja boba”. A sobrinha do Prefeito, Janaina, é apaixonada por Chico, mas o tio não quer que o namoro continue e tem a intenção de mandar Chico embora. Chegam à cidade Francisco e Miranda, cantora do varieté em fuga do Rio para casar contra a vontade do Beto, pai do Francisco. Ele, por sua vez, não quer o filho envolvido com uma artista considerada por ele pessoa indigna. Em meio aos desencontros amorosos, o Malandro da cidade, Thiaguinho, ao mesmo tempo que usa de suas estratégias para fazer uma grande confusão, lança mão de seu jogo de cintura para conduzir a trama a um final feliz – como nas tradicionais comédias. A ópera do Maestro Martins segue a mesma trama do espetáculo e, assim, os dois enredos se misturam e se confundem.

De autoria de Roberto, a dramaturgia foi premiada em concurso do Teatro de Comédia do Paraná sendo publicada na edição 2016 do livro Comédia Paranaense. Agora, com o incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura) e o patrocínio da Copel, é que a peça sairá do livro diretamente para o palco do Teatro Barracão EnCena, ficando em cartaz no espaço de 6 de fevereiro a 3 de março, com ingressos a preços populares.

 

SERVIÇO

Opereta Musical “Janaína, Não Seja Boba”

Data: de 6 de fevereiro a 3 de março

Horários: De quarta a sábado, às 21hs. Domingos, às 19hs.

Valor: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia-entrada conforme a Lei e para estudantes e professores de escolas públicas, particulares e escolas de teatro, música e arte).

Venda: Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Barracão EnCena. Informações sobre o horário de funcionamento da bilheteria em (41) 3223-5517.

Local: Teatro Barracão EnCena

Endereço: Rua Treze de Maio, 160 – Centro | Curitiba-PR

 

Ficha Técnica

Produção e Direção Cênica: Roberto Innocente

Música (original) e Direção Musical: Maestro Alessandro Sangiorgi

Livreto (original): Roberto Innocente

Cenário: Bira Paes e Roberto Innocente

Construção Cenário: Bira Paes e Equipe

Figurino: Sandra Francisca Canonico

Pianista (execução ao vivo) e Assistente de Direção Musical: Matheus Alborghetti

Maquiagem: Marcelino de Miranda

Iluminação: Clever D Freitas

Elenco: Joseane Berenda, Renet Lyon, Mariá Sallum, Daniel Siwek, Tarciso Fialho, Tiago Luz, Paulo Marques, Luana Godin, Monica Bezerra, Gideão Ferreira

Estagiária de Direção: Luna Madsen

Programação Visual: Douglas Borba e Bruna Capraro

Comunicação: Smartcom – Inteligência em Comunicação (41) 3039-3934

Contato com a imprensa: Camila Canassa (41) 9 9997-0615

Patrocínio: Copel (PROFICE)

Apoios: Teatro Barracão EnCena, Grupo Arte da Comédia/Art Brazilian Comedy, Misse Marià Comidaearte, Padaria America, Opera Orchestra Curytiba, Swiss-Terra da Batata

Clínica facilita inclusão de crianças com deficiência na escola

CERNE apoia seus pacientes com visitas aos professores e sugestão de adaptações

Desde a aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15), as escolas precisam assegurar a participação de todos os alunos em seu ambiente, sem exceção, em igualdade de condições. Mas como se faz uma inclusão eficaz?

A pedagoga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) Grazielle Tavares lamenta que, muitas vezes, as escolas não consigam buscar um modo diferente de ensinar. E é nesse momento que a clínica entra, para auxiliar na adaptação e oferecer maneiras diferentes de ensinar e socializar.

No CERNE, as crianças com idade escolar e transtorno do espectro autista frequentam a escola. Um caso positivo, em que escola e clínica vêm cooperando, é o de Vicenzzo, de 6 anos, que está sendo alfabetizado. “O CERNE orientou a escola a não usar o método analítico, ou seja, aquele que parte do todo para a parte (dos textos, das frases, das palavras para as unidades menores da língua, letras e sons), e sim o método fônico, com ênfase na associação entre fonemas e grafemas, ou seja, entre sons e letras”, conta a pedagoga Grazielle. O bacana é que as professoras da escola visitaram a clínica e vice-versa, todos buscando o melhor interesse do garoto, que é atendido também por psicólogo, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta.

A mãe, a conselheira tutelar Danyelle Rodrigues, conta que precisou trocar de escola duas vezes em busca do acolhimento desejado para o garoto. “Na escola anterior, percebia que a maneira como lidavam com as situações era inadequada”, conta. Já na Escola Adventista Vista Alegre houve a abertura desde o início para que uma professora auxiliar acompanhasse seu filho.

Outra adaptação realizada foi o uso de materiais próprios para o garoto. Quando é preciso, eles são afixados ao livro.  A escola também consegue identificar momentos em que o menino precisa sair da sala para manter seu bom desempenho. Nessas ocasiões, ele é levado para outra atividade, como pesquisar na biblioteca – o que ele adora. “Ele teve a fase dos dinossauros, depois o fundo do mar e agora gosta de livros, como a história de Davi contra Golias e os monstros”, conta a mãe.

Videoaulas

Outro caso de muita cooperação entre o CERNE e a escola é o de João Arthur Kaminski Oliveira, de 17 anos. Desde cedo, ele tem tido bons resultados no ambiente escolar, graças ao acompanhamento da família e dos terapeutas.

Paciente com Síndrome de Joubert, sua limitação é visual, e não cognitiva. “Ele sempre acompanhou muito bem todas as disciplinas, e nas atividades de esporte participa dentro de suas possibilidades”, conta a mãe, Elisabete Kaminski. Estudante do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora Medianeira, João tem usado áudios e adaptações táteis, além do ábaco japonês (Soroban). Na escola, foram feitas uma tabela periódica e um sistema circulatório táteis, material adaptado que depois pode ser útil para jovens com outras patologias.

“A capacidade dele pode até ser maior que a dos colegas, como é o caso no estudo de história”, diz a mãe. “Ele estuda muito com videoaulas e às vezes vai para a prova sabendo mais do que o conteúdo pedido, e até questiona o professor.”

Desde a chegada da Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a própria escola fornece o profissional de apoio pedagógico, com uma equipe composta por psicólogos e pedagogos. A supervisora do centro de inclusão do Medianeira, Karolina Marianni Vargas, explica que a chegada do Estatuto da Pessoa com Deficiência ajudou a criar diretrizes para o trabalho. “Todos precisam ser incluídos dentro de suas necessidades, não podemos ter um olhar apenas para a dimensão acadêmica, mas também para a socioemocional, enfim para a formação integral”, salienta. O Medianeira tem matriculados 140 alunos com algum diagnóstico que requer cuidados, e 29 são acompanhados por um dos 11 profissionais de apoio.

“No caso do João, usamos materiais concretos e provas orais. Por sugestão da professora de biologia, um grupo de colegas fez áudios com o conteúdo que iria cair na prova e passou para ele”, exemplifica Karolina.

Outro desafio é ajudar os pais a aceitarem o ritmo diferente de aprendizado do filho, e entender que, algumas vezes, é necessária a professora de apoio. “Qualquer pessoa pode precisar de auxílio ao longo da vida”, salienta Grazielle.

A lei exige que o poder público assegure “a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas”.

 

 

Museu Casa Alfredo Andersen reabre nesta sexta-feira

Programação traz atividades gratuitas e abertas ao público

Desde agosto de 2018 em processo de revitalização, o Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) está de volta à cena artística de Curitiba. Com uma nova expografia, identidade visual e proposta curatorial, o espaço reabre nesta sexta-feira (7), a partir das 9h, com a exposição inaugural in situ/ em trânsito e a sala rotativa A Razão da Paisagem. Ao longo do dia também haverá uma programação especial com curadores, pesquisadores e a equipe que assina o novo projeto expográfico. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

“Consolidar o Museu Casa Alfredo Andersen é uma conquista para a cultura paranaense. Não é somente a casa do artista que foi revitalizada, mas a leitura de sua obra também passou a ser olhada por importantes críticos contemporâneos. Andersen não só ultrapassou as fronteiras de seu país, como as gerações, pois segue sendo admirado e estudado até os dias de hoje”, diz João Luiz Fiani, secretário de Estado da Cultura.

A construção centenária, localizada na Rua Mateus Leme nº 336, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971, tornando-se uma instituição administrada pelo poder público estadual e vinculada à Coordenação do Sistema Estadual de Museus (COSEM) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR). O projeto de recuperação e modernização do MCAA é uma realização da SEEC-PR, com aporte de R$ 700 mil da Renault do Brasil por meio do programa Paraná Competitivo, além de recursos adicionais de R$ 25 mil doados pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen – entidade autônoma que deu origem ao Museu, atualmente presidida pelo bisneto do pintor, Wilson José Andersen Ballão.

“A Renault, através do Instituto Renault, investe em iniciativas que promovem a educação e a cultura. A revitalização do Museu Casa Alfredo Andersen é motivo de orgulho pela sua importância, especialmente no ano em que comemoramos 20 anos de fábrica no Paraná”, afirma Caique Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault e diretor de comunicação da Marca.

Com curadoria de Eliane Prolik e Adolfo Montejo Navas, e remodelação expográfica assinada pela Ato1Lab, a mostra Alfredo Andersen: in situ/em trânsito revela a nova designação da casa, ateliê e escola que celebra a trajetória e a obra do artista. O conceito é uma referência à polaridade vivida por Andersen, ao ser estrangeiro e mudar-se para o Brasil. “A biografia de sua vivenda e ateliê arrastam dois universos pessoais: sua vida familiar e de ensino da arte com a comunidade. O projeto e a expografia revitalizam e reativam o rico acervo do pintor, e, sobretudo, colocam em foco a memória de sua obra como fundamento artístico”, explicam os curadores.

Uma das vertentes mais reconhecidas da obra de Alfredo Andersen foi a exploração da paisagem. A sala rotativa, um dos destaques da programação, receberá exposições contemporâneas, conectadas à produção de Andersen. A primeira curadoria, assinada por Adolfo Montejo Navas, recebe o nome de A Razão da Paisagem e a convidada para dar as boas-vindas é a artista contemporânea Geórgia Kyriakakis, que traz dois trabalhos emblemáticos: Coordenadas (2011/2018)  e  Longe  Daqui  [Oeste]  (2014).  Trata-se de uma  instalação  com  mesas  suspensas  que  desnorteiam  seu  centro  de gravidade  e  um  conjunto  de  fotografias  que,  com  sinergia  visual,  demarcam  a  ação  do  vento  em  árvores.

Na reabertura, o público também irá se deparar com novas rotas de visitação, conhecer obras raras que pertencem a colecionadores, bem como os objetos pertencentes à história do mestre e que revelam boa parte do seu processo artístico. “O visitante terá uma nova visão do museu, com elementos contemporâneos, incluindo um eixo de acessibilidade com legendas em braille que contempla três obras táteis de nosso acervo: Autorretrato, Duas raças e Lavando Roupa”, comenta a diretora do MCAA, Débora Maria Russo.

O legado de Andersen

Alfred Emil Andersen nasceu na Noruega em 1860. Após um longo período de viagens pela Europa e América, em 1892 desembarcou no Paraná, fixando residência em Paranaguá. Aos 42 anos, pouco tempo após casar com a parnanguara Anna de Oliveira (1882-1945), mudou-se para Curitiba, onde abriu um ateliê. Neste período, realizou exposições de seu trabalho, participou de mostras coletivas e atuou como professor de desenho e pintura, passando por instituições de ensino como a Escola Alemã, o Colégio Paranaense e a Escola de Belas Artes e Indústrias (primeira instituição voltada para o ensino de técnicas artísticas no Paraná).

Andersen estreitou seus laços com o Governo do Estado, executando o primeiro projeto para o brasão do Estado do Paraná. Naquela década, mais precisamente em 1915, mudou seu ateliê-escola para a edificação em que hoje se encontra o Museu Casa Alfredo Andersen, local onde também residiu com a sua família. Seus últimos anos de vida foram marcados pelo reconhecimento e por homenagens como o título de “Cidadão Honorário de Curitiba”, que recebeu em 1931 da Câmara Municipal de Curitiba. “Alfredo” Andersen, como ficou conhecido, faleceu em Curitiba, no dia 9 de agosto de 1935.

Entre as novidades do novo museu, a proposta expográfica do MCAA também permitirá ao visitante uma viagem no tempo. A pintura do antigo quarto de Andersen, escondida debaixo de oito camadas de tinta lisa, foi revelada pelo projeto RestaurAÇÃO, uma iniciativa social da artista e restauradora Tatiana Zanelatto com a ONG Unicultura, que envolveu a capacitação de mulheres vítimas de violência no ofício de auxiliar de restauro.

SERVIÇO:

Programação – Reabertura Museu Casa Alfredo Andersen

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Endereço: Rua Mateus Leme, nº 336 – Centro

  • 05.12 | às 16h

Conversa com a artista convidada Geórgia Kyriakakis (vagas limitadas)

  • 07.12 | às 10h

Visita guiada com os curadores Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik

  • 07.12 | às 11h

Conversa com a Ato1Lab | A expografia do Museu Casa Alfredo Andersen

  • 07.12 | às 14h

Conversa com Mariana von Hartenthal | Fotografia no acervo MCAA

  • 07.12 | às 15h

Conversa com Amélia Siegel Corrêa | A trajetória Andersen

  • 07.12 | às 17h

Bate-papo com o bisneto do pintor e presidente da Sociedade Amigos de Alfredo Andersen (SAAA), Wilson José Andersen Ballão