Estamos queimando

* Por Silvana Piñeiro Nogueira

 

Há alguns dias analiso as notícias sobre as questões ambientais no Brasil. Difícil de acreditar nas informações vindas tanto da imprensa brasileira quanto internacional. Os dados não batem, as informações são truncadas e fortemente influenciadas pela polarização que influenciam as questões políticas no mundo.

No entanto, o que me chamou atenção foram alguns comentários que afirmam que as queimadas na Amazônia não são uma questão política, mas sim ambiental. Ora, obviamente é uma questão ambiental, mas esbarra na imagem, nas atitudes e na importância que os políticos brasileiros dão para a nossa biodiversidade. Há motivos concretos e irrefutáveis para o mundo estar preocupado. A Amazônia é o nosso pulmão, não há no mundo local mais rico em termos de natureza. E ela está queimando como nunca esteve!

É certo que não é só a Amazônia que sofre com as queimadas. Satélites identificam pontos críticos na África, na Sibéria e em outras regiões do globo, mas então por que o Brasil é alvo de notícias e críticas mundiais. Bem, certamente pela magnitude da Floresta Amazônica, a riqueza maior do mundo e sua perda influenciaria o clima em toda a Terra. Mas não é apenas por isso.

Não é coincidência que esta tragédia veio à tona algumas semanas depois das polêmicas declarações do presidente brasileiro sobre a conduta europeia,  principalmente de países como a Alemanha, França e Noruega, estes mesmos que, possivelmente, vão nos ajudar a ‘salvar’ a floresta. Esses países realmente tiveram uma conduta ambiental que um dia não foi exemplar, mas que hoje oferecem tecnologia, know-how e engajamento de dar invejar a qualquer nação. Também não é coincidência que justamente agora, nós passamos pelo momento mais polarizado da política nacional, onde o principal objetivo é decapitar o inimigo: o governo! Custe o que custar.

A situação crítica de desmatamento da Amazônia não vem de hoje. Apesar do Fundo Amazônico enriquecer os cofres públicos para a preservação da floresta, ela nunca sofreu tanto quanto nas últimas duas décadas e essa informação já foi levantada lá no longínquo governo Temer, mas na época não era de interesse falar sobre o assunto, afinal a pauta naquele momento não era meio ambiente e sim Eleições e Lava-Jato.

Mas a Lava-Jato continua fazendo barulho, o que mudou agora na arena pública? A mudança não é de hoje, de uns anos para cá, a visão e o conceito de brasileiro mudou. Não somos mais aquele povo alegre e hospitaleiro, criativo e eficiente. Nos tornamos duvidosos, parciais, corruptos, coniventes com a cultura do “jeitinho brasileiro” que, agora, não é mais sinônimo de flexibilidade, mas carrega uma conotação negativa perante os olhos do mundo. Então, como confiar a essa gente instável e duvidosa a maior riqueza para a sobrevivência do mundo? Esta é a questão! O que diz o governo Bolsonaro não é errado, mas reforça essa fama distorcida e inconstante dos brasileiros. Além disso, o que os estrangeiros ouvem do Brasil só contribui para a construção de uma figura de governante radical que tenta a qualquer custo se aproximar, ou melhor, se igualar ao governo Trump. Além disso, o incêndio é criminoso. E isso dá medo!

A Amazônia é sim uma questão a ser tratada por especialistas e pela polícia, é preciso de uma força-tarefa urgente para resolver esta catástrofe ambiental, mas também é problema de cada brasileiro. A queimada reflete a nossa queimada enquanto Estado, enquanto povo e cultura. Estão queimando a nossa dignidade enquanto cidadãos.

Não temos mais credibilidade, não somos mais confiáveis, não temos mais graça. Façamos então uma análise mais ampla e aprofundada desse caso. Não se trata mais de uma floresta ou de quem desmata mais, também não é uma questão de ideologia política ou de populismo, é uma questão de consciência, de conduta, do que é realmente importante para um povo soberano e como queremos ser enxergados pelos outros povos. É mais que uma questão ambiental, é uma questão de imagem, de credibilidade. Nos resta responder à pergunta: qual imagem queremos deixar para os nossos filhos?

 

* Silvana Piñeiro Nogueira é empresária, jornalista, especialista em Marketing e mestre em Ciências Políticas pela Universidade Sorbonne – Panthéon-Assas II.

Fraude Alimentar – Uma realidade no setor industrial

Recentemente temos ouvido falar sobre um assunto muito importante, tanto para o consumidor quanto para as indústrias produtoras de alimentos: a Fraude em Alimentos ou Food Fraud. O tema é tão importante que foi incluído nas normas de qualidade e segurança de alimentos.

A IFS FOOD, versão 6.1, de novembro de 2017, norma reconhecida mundialmente na área de qualidade e segurança de alimentos, define fraude em alimentos como “a substituição, adulteração ou falsificação deliberada de alimentos, matérias-primas, ingredientes, ou embalagens ou a alteração deliberada da rotulagem em produtos colocados no mercado com a finalidade de ganho econômico. Esta definição também se aplica aos processamentos terceirizados”. Em suma, além de serem consideradas crime, as fraudes em alimentos são atos ilícitos que sempre envolverão vantagem financeira, podendo (ou não) afetar a saúde do consumidor.

O assunto não é novo e podemos citar casos bem antigos pelo mundo todo, como a adição de dietileno Glicol (DEG) para aumentar o dulçor em vinhos brancos (Áustria, 1985), a adição de melamina em produtos lácteos para aumentar o teor de nitrogênio, resultando em um falso aumento do teor de proteínas (China, 2008), adição de carne de cavalo em hambúrguer, onde a rotulagem descrevia o produto como 100% carne bovina (Inglaterra, 2013) e recentemente no Brasil, entre 2015 e 2017, quando tivemos as operações “leite compensado”, na qual a empresa foi acusada de adulterar leite impróprio para consumo com ácido, com objetivo de reduzir a contaminação microbiológica, e também a operação “carne fraca”, em que frigoríficos foram acusados de adulterar as carnes para mercado interno e externo e, com isso, foi exposto o esquema de corrupção em órgãos fiscalizadores.

Outros tipos de fraudes alimentares que ocorrem sempre visando o ganho econômico são a falsificação, cópia de nome de marca, conceito de embalagem, formulação, substituição de um ingrediente de alto custo por outro de menor valor, a adição de cobertura sabor chocolate no lugar de chocolate ao leite (quando a informação na embalagem é de que o produto contém chocolate ao leite), a diluição, quando se mistura um ingrediente líquido de menor valor na fórmula com um ingrediente de alto valor, a fraude em azeite de oliva com adição de óleo de soja parcialmente em sua fórmula, a substituição ou adulteração (processo de adicionar materiais desconhecidos e não declarados a produtos alimentícios, a fim de melhorar seus atributos de qualidade, como o caso da adição de melamina no leite), rotulagem ou etiquetagem incorreta com a inclusão de falsas alegações, adulteração de lote e validade, ocultação de ingredientes presentes na fórmula na lista de ingredientes da embalagem, ocultação da presença de alergênicos, ou peso líquido informado menor do que o declarado no rótulo.

A maioria das fraudes em alimentos só pode ser comprovada por análises laboratoriais, mas o consumidor pode estar atento a alguns detalhes na hora da compra, como, por exemplo, verificar a data de validade do produto, observando se há sinais de adulteração, olhar outros produtos da mesma marca e comparar se a marcação de lote e validade está coerente, verificar as condições da embalagem e não comprar caso ela esteja violada, ler o rótulo, e, se tiver dificuldades, entrar em contato com o SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa.

Outra dica importante é prestar atenção à aparência, coloração e ao cheiro do alimento. Se desconfiar que ele não está apto para o consumo, entre em contato com o SAC da marca para informar o problema, pois é imprescindível que a empresa esteja ciente de que pode haver um problema com seus produtos. O contato com o consumidor é extremamente importante, visto que ajuda a empresa a melhorar seus processos de controle, garantindo não só a qualidade, mas também a segurança de seus produtos. Se a empresa for idônea, tentará descobrir junto ao consumidor a origem da fraude. No entanto, se a resposta do SAC não for satisfatória e o consumidor se sentir lesado, ele deve entrar em contato com a Vigilância Sanitária da sua cidade e informar o ocorrido, lembrando, sempre, de guardar o cupom fiscal e o produto, mesmo que ele esteja danificado, pois esta será a prova da reclamação.

É importante ressaltar que não é somente o consumidor que sofre com a fraude em alimentos. A indústria também pode sofrer fraude se não tiver um controle rigoroso na escolha de seus fornecedores. Por esse motivo, existe um programa dentro do sistema de qualidade e segurança de alimentos que deve ser implantado nas indústrias. Esse programa é chamado de “Food Fraud” ou “Fraude em Alimentos”, que avalia os tipos de fraude que podem acontecer dentro do processo produtivo ou do produto, quais os riscos e ameaças, qual a vulnerabilidade, como está o acesso ao produto, qual a origem das matérias-primas, embalagens e insumos, qual o tipo de vigilância deverá ser efetuada para identificar a probabilidade de fraude de produto e, assim, tentar evitá-la. As medidas de controle que devem ser postas em prática podem variar de acordo com a natureza da fraude, metodologia de detecção, tipo de vigilância e origem da matéria-prima, ingrediente ou material de embalagem. Treinamentos para os colaboradores das áreas de produção, qualidade e até mesmo do setor de compras também fazem parte do plano de mitigação de fraudes em alimentos.

Evite as “fake news”. Antes de repassar conteúdos sobre fraudes em alimentos verifique se a fonte é idônea.

*Patrícia Amarante é engenheira de alimentos e assessora técnica na área de alimentos do Sincabima– Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Paraná.

Edital de música da Casa Heitor encerra dia 31

Serão aceitas propostas de música popular urbana, instrumental brasileira, internacional e étnica

O Sesi Cultura Paraná está selecionando projetos culturais na área de Música para compor a programação de 2019 do Centro Cultural Casa Heitor Stockler de França em Curitiba. A seleção é de âmbito regional e interessados podem se inscrever até as 18h do dia 31 de janeiro. Serão aceitas propostas voltadas para todas as classes etárias.

O edital oferece duas modalidades de inscrição, são elas: “Vozes da Cidade e de Outras Cidades” e “Acordes na Casa” – projetos idealizados pela Gerência de Cultura do Sesi-PR e que ocorrem anualmente na Casa Heitor. O primeiro abre espaço para a música popular urbana, destinado aos compositores, músicos e intérpretes de canções locais ou autorais, num formato mais intimista de duos ou trios.

Acordes na Casa, por sua vez, contempla artistas profissionais da música instrumental brasileira, internacional e étnica. O objetivo é proporcionar à comunidade o acesso a diferentes gêneros da música instrumental, bem como fortalecer a cultura da região.

Todos os procedimentos legais para a apresentação de propostas e envio da documentação solicitada estão descritos para consulta no site www.fiepr.org.br, em Licitações, no número 902/2018. Os projetos serão selecionados por uma comissão avaliadora e os resultados serão divulgados exclusivamente no site do Sesi Paraná, ainda no primeiro semestre de 2019.

 

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura

www.facebook.com/sesiculturapr

www.fiepr.org.br

 

 

Curitiba abre as cortinas para a Opereta

Gênero teatral tem a sua primeira montagem curitibana com estreia em fevereiro

CURITIBA, 04/01/2019 – Ela não é apenas uma pequena ópera encenada, sendo mais curta e leve e menos extravagante do que as obras tradicionais. A opereta dá um passo a mais ao permitir a coexistência do canto e da fala e ao aproximar o erudito do popular. Precursor da comédia musical, esse gênero de teatro se tornará mais acessível aos curitibanos durante o mês de fevereiro. É quando estreia a montagem “Janaína, não seja boba”, do diretor italiano Roberto Innocente, com música do maestro Alessandro Sangiorgi. Um projeto inusitado que carrega consigo o prêmio do Concurso de Dramaturgia do TCP e o incentivo do PROFICE.

Em Curitiba, algumas iniciativas já têm sido desenvolvidas na intenção de aproximar o público da Ópera. Uma delas, em especial, foi responsável por trazer para o Brasil o diretor Roberto Innocente e consolidar a sua parceria com o Maestro Alessandro Sangiorgi. Roberto veio de Pádova para Curitiba em 2005 a convite do Teatro Guaíra para dirigir “La Boheme”. Desde então, esses dois italianos, juntos, já dirigiram no Paraná projetos importantes, como: “La serva padrona” (ação do CCTG), “Livietta e Tracollo”  (projeto “Ópera Ilustrada”, na Capela Santa Maria), “L’occasione fa il ladro” (produção da Opera Orchestra Curytiba), entre tantas outras ações de impacto neste segmento.

Além dos projetos em comum, os dois parceiros de trabalho carregam como igualdade trajetórias artísticas importantes.  O maestro Alessandro Sangiorgi, que por nove anos atuou como regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Paraná, foi responsável pela ampliação do repertório sinfônico e pelo retorno das montagens de óperas no Centro Cultural Teatro Guaíra. Em 2009, recebeu o reconhecimento do governo italiano por sua trajetória cultural, sendo a ele conferida a Caveliere dell’Ordine della Solidarietá (Comenda da Estrela da Solidariedade Italiana).

Roberto Innocente é daqueles artistas plurais. Ator de teatro e cinema, dramaturgo, diretor, cenógrafo e artista plástico. É especializado em ópera lírica e commedia dell’arte. Na Europa, seguiu os ensinamentos de nomes consagrados, como Dario Fo e Carlo Boso. Na capital paranaense, fundou o grupo Arte da Comédia, do qual é diretor artístico. A companhia já tem mais de dez anos de trajetória marcados por premiações diversas.

O espetáculo com estreia em fevereiro, porém, se diferencia de todos os outros projetos que Innocente e Sangiorgi já tocaram em parceria. Innocente explica que, para além da ópera, a opereta é um gênero pouquíssimo difundido no Brasil e, quanto mais, no Paraná. “Nunca Curitiba investiu em uma montagem no estilo. Não é musical e não é ópera lírica. A opereta tem o diferencial de ter a música clássica como norte, mas mergulhar no popular em paralelo. Tanto quem aprecia óperas, quanto quem se identifica com a MPB ou o samba, por exemplo, encontrará referências em ‘Janaína, Não Seja Boba’. No mais, é uma comédia, o que garante muita diversão ao público”, reforça o diretor.

Para Sangiorgi, que já dirigiu musicalmente variadas óperas, o grande diferencial deste projeto foi a composição original. Todas as 27 músicas de “Janaína, Não Seja Boba” são de sua autoria. A inspiração veio de obras famosas na Ópera e de clássicos da música popular,  brasileira e italiana. “Há alusões a temas e partes de óperas conhecidas que se misturam a referências do texto. O público vai identificar homenagens a compositores que vão desde Puccini (com referência a La Boheme, por exemplo), Bizet (com Carmen), Rossini (com O Barbeiro de Sevilha) até Camargo Guarnieri, Carlos Gomes e Noel Rosa, entre outros”, explica o maestro.

Para colocar em prática essa empreitada, dez atores foram selecionados a dedo em um processo que incluiu análise de currículos, entrevistas e uma semana de intensa oficina de canto e interpretação. “Temos a honra de ter conseguido montar uma equipe com um belo repertório, são atores com vivência musical, extremamente talentosos, qualificados e repletos de entusiasmo para este projeto”, anima-se Roberto. Entre os atores está Daniel Siwek como um dos protagonistas.  Ator e músico de longa data, ele ficou nacionalmente conhecido por sua participação em novelas como “Os Dez Mandamentos” e “Jesus”, ambas da Rede Record.

O texto é uma “ópera na ópera” que se passa no Rio de Janeiro, em Angra dos Reis. O protagonista, Maestro Martins, faz anos tenta encenar a sua ópera prima; “Janaina não seja boba”. A sobrinha do Prefeito, Janaina, é apaixonada por Chico, mas o tio não quer que o namoro continue e tem a intenção de mandar Chico embora. Chegam à cidade Francisco e Miranda, cantora do varieté em fuga do Rio para casar contra a vontade do Beto, pai do Francisco. Ele, por sua vez, não quer o filho envolvido com uma artista considerada por ele pessoa indigna. Em meio aos desencontros amorosos, o Malandro da cidade, Thiaguinho, ao mesmo tempo que usa de suas estratégias para fazer uma grande confusão, lança mão de seu jogo de cintura para conduzir a trama a um final feliz – como nas tradicionais comédias. A ópera do Maestro Martins segue a mesma trama do espetáculo e, assim, os dois enredos se misturam e se confundem.

De autoria de Roberto, a dramaturgia foi premiada em concurso do Teatro de Comédia do Paraná sendo publicada na edição 2016 do livro Comédia Paranaense. Agora, com o incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura) e o patrocínio da Copel, é que a peça sairá do livro diretamente para o palco do Teatro Barracão EnCena, ficando em cartaz no espaço de 6 de fevereiro a 3 de março, com ingressos a preços populares.

 

SERVIÇO

Opereta Musical “Janaína, Não Seja Boba”

Data: de 6 de fevereiro a 3 de março

Horários: De quarta a sábado, às 21hs. Domingos, às 19hs.

Valor: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia-entrada conforme a Lei e para estudantes e professores de escolas públicas, particulares e escolas de teatro, música e arte).

Venda: Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Barracão EnCena. Informações sobre o horário de funcionamento da bilheteria em (41) 3223-5517.

Local: Teatro Barracão EnCena

Endereço: Rua Treze de Maio, 160 – Centro | Curitiba-PR

 

Ficha Técnica

Produção e Direção Cênica: Roberto Innocente

Música (original) e Direção Musical: Maestro Alessandro Sangiorgi

Livreto (original): Roberto Innocente

Cenário: Bira Paes e Roberto Innocente

Construção Cenário: Bira Paes e Equipe

Figurino: Sandra Francisca Canonico

Pianista (execução ao vivo) e Assistente de Direção Musical: Matheus Alborghetti

Maquiagem: Marcelino de Miranda

Iluminação: Clever D Freitas

Elenco: Joseane Berenda, Renet Lyon, Mariá Sallum, Daniel Siwek, Tarciso Fialho, Tiago Luz, Paulo Marques, Luana Godin, Monica Bezerra, Gideão Ferreira

Estagiária de Direção: Luna Madsen

Programação Visual: Douglas Borba e Bruna Capraro

Comunicação: Smartcom – Inteligência em Comunicação (41) 3039-3934

Contato com a imprensa: Camila Canassa (41) 9 9997-0615

Patrocínio: Copel (PROFICE)

Apoios: Teatro Barracão EnCena, Grupo Arte da Comédia/Art Brazilian Comedy, Misse Marià Comidaearte, Padaria America, Opera Orchestra Curytiba, Swiss-Terra da Batata

Clínica facilita inclusão de crianças com deficiência na escola

CERNE apoia seus pacientes com visitas aos professores e sugestão de adaptações

Desde a aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15), as escolas precisam assegurar a participação de todos os alunos em seu ambiente, sem exceção, em igualdade de condições. Mas como se faz uma inclusão eficaz?

A pedagoga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) Grazielle Tavares lamenta que, muitas vezes, as escolas não consigam buscar um modo diferente de ensinar. E é nesse momento que a clínica entra, para auxiliar na adaptação e oferecer maneiras diferentes de ensinar e socializar.

No CERNE, as crianças com idade escolar e transtorno do espectro autista frequentam a escola. Um caso positivo, em que escola e clínica vêm cooperando, é o de Vicenzzo, de 6 anos, que está sendo alfabetizado. “O CERNE orientou a escola a não usar o método analítico, ou seja, aquele que parte do todo para a parte (dos textos, das frases, das palavras para as unidades menores da língua, letras e sons), e sim o método fônico, com ênfase na associação entre fonemas e grafemas, ou seja, entre sons e letras”, conta a pedagoga Grazielle. O bacana é que as professoras da escola visitaram a clínica e vice-versa, todos buscando o melhor interesse do garoto, que é atendido também por psicólogo, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta.

A mãe, a conselheira tutelar Danyelle Rodrigues, conta que precisou trocar de escola duas vezes em busca do acolhimento desejado para o garoto. “Na escola anterior, percebia que a maneira como lidavam com as situações era inadequada”, conta. Já na Escola Adventista Vista Alegre houve a abertura desde o início para que uma professora auxiliar acompanhasse seu filho.

Outra adaptação realizada foi o uso de materiais próprios para o garoto. Quando é preciso, eles são afixados ao livro.  A escola também consegue identificar momentos em que o menino precisa sair da sala para manter seu bom desempenho. Nessas ocasiões, ele é levado para outra atividade, como pesquisar na biblioteca – o que ele adora. “Ele teve a fase dos dinossauros, depois o fundo do mar e agora gosta de livros, como a história de Davi contra Golias e os monstros”, conta a mãe.

Videoaulas

Outro caso de muita cooperação entre o CERNE e a escola é o de João Arthur Kaminski Oliveira, de 17 anos. Desde cedo, ele tem tido bons resultados no ambiente escolar, graças ao acompanhamento da família e dos terapeutas.

Paciente com Síndrome de Joubert, sua limitação é visual, e não cognitiva. “Ele sempre acompanhou muito bem todas as disciplinas, e nas atividades de esporte participa dentro de suas possibilidades”, conta a mãe, Elisabete Kaminski. Estudante do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora Medianeira, João tem usado áudios e adaptações táteis, além do ábaco japonês (Soroban). Na escola, foram feitas uma tabela periódica e um sistema circulatório táteis, material adaptado que depois pode ser útil para jovens com outras patologias.

“A capacidade dele pode até ser maior que a dos colegas, como é o caso no estudo de história”, diz a mãe. “Ele estuda muito com videoaulas e às vezes vai para a prova sabendo mais do que o conteúdo pedido, e até questiona o professor.”

Desde a chegada da Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a própria escola fornece o profissional de apoio pedagógico, com uma equipe composta por psicólogos e pedagogos. A supervisora do centro de inclusão do Medianeira, Karolina Marianni Vargas, explica que a chegada do Estatuto da Pessoa com Deficiência ajudou a criar diretrizes para o trabalho. “Todos precisam ser incluídos dentro de suas necessidades, não podemos ter um olhar apenas para a dimensão acadêmica, mas também para a socioemocional, enfim para a formação integral”, salienta. O Medianeira tem matriculados 140 alunos com algum diagnóstico que requer cuidados, e 29 são acompanhados por um dos 11 profissionais de apoio.

“No caso do João, usamos materiais concretos e provas orais. Por sugestão da professora de biologia, um grupo de colegas fez áudios com o conteúdo que iria cair na prova e passou para ele”, exemplifica Karolina.

Outro desafio é ajudar os pais a aceitarem o ritmo diferente de aprendizado do filho, e entender que, algumas vezes, é necessária a professora de apoio. “Qualquer pessoa pode precisar de auxílio ao longo da vida”, salienta Grazielle.

A lei exige que o poder público assegure “a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas”.

 

 

Museu Casa Alfredo Andersen reabre nesta sexta-feira

Programação traz atividades gratuitas e abertas ao público

Desde agosto de 2018 em processo de revitalização, o Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) está de volta à cena artística de Curitiba. Com uma nova expografia, identidade visual e proposta curatorial, o espaço reabre nesta sexta-feira (7), a partir das 9h, com a exposição inaugural in situ/ em trânsito e a sala rotativa A Razão da Paisagem. Ao longo do dia também haverá uma programação especial com curadores, pesquisadores e a equipe que assina o novo projeto expográfico. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

“Consolidar o Museu Casa Alfredo Andersen é uma conquista para a cultura paranaense. Não é somente a casa do artista que foi revitalizada, mas a leitura de sua obra também passou a ser olhada por importantes críticos contemporâneos. Andersen não só ultrapassou as fronteiras de seu país, como as gerações, pois segue sendo admirado e estudado até os dias de hoje”, diz João Luiz Fiani, secretário de Estado da Cultura.

A construção centenária, localizada na Rua Mateus Leme nº 336, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971, tornando-se uma instituição administrada pelo poder público estadual e vinculada à Coordenação do Sistema Estadual de Museus (COSEM) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR). O projeto de recuperação e modernização do MCAA é uma realização da SEEC-PR, com aporte de R$ 700 mil da Renault do Brasil por meio do programa Paraná Competitivo, além de recursos adicionais de R$ 25 mil doados pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen – entidade autônoma que deu origem ao Museu, atualmente presidida pelo bisneto do pintor, Wilson José Andersen Ballão.

“A Renault, através do Instituto Renault, investe em iniciativas que promovem a educação e a cultura. A revitalização do Museu Casa Alfredo Andersen é motivo de orgulho pela sua importância, especialmente no ano em que comemoramos 20 anos de fábrica no Paraná”, afirma Caique Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault e diretor de comunicação da Marca.

Com curadoria de Eliane Prolik e Adolfo Montejo Navas, e remodelação expográfica assinada pela Ato1Lab, a mostra Alfredo Andersen: in situ/em trânsito revela a nova designação da casa, ateliê e escola que celebra a trajetória e a obra do artista. O conceito é uma referência à polaridade vivida por Andersen, ao ser estrangeiro e mudar-se para o Brasil. “A biografia de sua vivenda e ateliê arrastam dois universos pessoais: sua vida familiar e de ensino da arte com a comunidade. O projeto e a expografia revitalizam e reativam o rico acervo do pintor, e, sobretudo, colocam em foco a memória de sua obra como fundamento artístico”, explicam os curadores.

Uma das vertentes mais reconhecidas da obra de Alfredo Andersen foi a exploração da paisagem. A sala rotativa, um dos destaques da programação, receberá exposições contemporâneas, conectadas à produção de Andersen. A primeira curadoria, assinada por Adolfo Montejo Navas, recebe o nome de A Razão da Paisagem e a convidada para dar as boas-vindas é a artista contemporânea Geórgia Kyriakakis, que traz dois trabalhos emblemáticos: Coordenadas (2011/2018)  e  Longe  Daqui  [Oeste]  (2014).  Trata-se de uma  instalação  com  mesas  suspensas  que  desnorteiam  seu  centro  de gravidade  e  um  conjunto  de  fotografias  que,  com  sinergia  visual,  demarcam  a  ação  do  vento  em  árvores.

Na reabertura, o público também irá se deparar com novas rotas de visitação, conhecer obras raras que pertencem a colecionadores, bem como os objetos pertencentes à história do mestre e que revelam boa parte do seu processo artístico. “O visitante terá uma nova visão do museu, com elementos contemporâneos, incluindo um eixo de acessibilidade com legendas em braille que contempla três obras táteis de nosso acervo: Autorretrato, Duas raças e Lavando Roupa”, comenta a diretora do MCAA, Débora Maria Russo.

O legado de Andersen

Alfred Emil Andersen nasceu na Noruega em 1860. Após um longo período de viagens pela Europa e América, em 1892 desembarcou no Paraná, fixando residência em Paranaguá. Aos 42 anos, pouco tempo após casar com a parnanguara Anna de Oliveira (1882-1945), mudou-se para Curitiba, onde abriu um ateliê. Neste período, realizou exposições de seu trabalho, participou de mostras coletivas e atuou como professor de desenho e pintura, passando por instituições de ensino como a Escola Alemã, o Colégio Paranaense e a Escola de Belas Artes e Indústrias (primeira instituição voltada para o ensino de técnicas artísticas no Paraná).

Andersen estreitou seus laços com o Governo do Estado, executando o primeiro projeto para o brasão do Estado do Paraná. Naquela década, mais precisamente em 1915, mudou seu ateliê-escola para a edificação em que hoje se encontra o Museu Casa Alfredo Andersen, local onde também residiu com a sua família. Seus últimos anos de vida foram marcados pelo reconhecimento e por homenagens como o título de “Cidadão Honorário de Curitiba”, que recebeu em 1931 da Câmara Municipal de Curitiba. “Alfredo” Andersen, como ficou conhecido, faleceu em Curitiba, no dia 9 de agosto de 1935.

Entre as novidades do novo museu, a proposta expográfica do MCAA também permitirá ao visitante uma viagem no tempo. A pintura do antigo quarto de Andersen, escondida debaixo de oito camadas de tinta lisa, foi revelada pelo projeto RestaurAÇÃO, uma iniciativa social da artista e restauradora Tatiana Zanelatto com a ONG Unicultura, que envolveu a capacitação de mulheres vítimas de violência no ofício de auxiliar de restauro.

SERVIÇO:

Programação – Reabertura Museu Casa Alfredo Andersen

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Endereço: Rua Mateus Leme, nº 336 – Centro

  • 05.12 | às 16h

Conversa com a artista convidada Geórgia Kyriakakis (vagas limitadas)

  • 07.12 | às 10h

Visita guiada com os curadores Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik

  • 07.12 | às 11h

Conversa com a Ato1Lab | A expografia do Museu Casa Alfredo Andersen

  • 07.12 | às 14h

Conversa com Mariana von Hartenthal | Fotografia no acervo MCAA

  • 07.12 | às 15h

Conversa com Amélia Siegel Corrêa | A trajetória Andersen

  • 07.12 | às 17h

Bate-papo com o bisneto do pintor e presidente da Sociedade Amigos de Alfredo Andersen (SAAA), Wilson José Andersen Ballão

EFD-Reinf: sua empresa está preparada para mais um desafio do Fisco?

As exigências do Fisco quanto à apuração e entrega das obrigações trazem constantes preocupações para os profissionais da área tributária, dentre elas está a Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações da Contribuição Previdenciária – EFD-Reinf. A entrega desta obrigação teve início em maio deste ano, inicialmente para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões registrado em 2016. A próxima entrega está prevista para o dia 15 de fevereiro de 2019, sendo janeiro o mês de referência. A regra se estenderá para as empresas enquadradas no Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos, quanto aos fatos ocorridos a partir de 1° de julho de 2019. Por fim, quanto aos entes públicos e organizações internacionais, ainda não há prazo estabelecido.

A EFD-Reinf surgiu com o objetivo de complementar o e-Social, centralizando as retenções de contribuintes sem relação com o trabalho. É a obrigação acessória do sistema Público de Escrituração Digital, que substitui a DIRF no que diz respeito aos tributos federais retidos na fonte, e o bloco P da EFD Contribuições, que apura a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB). Mas, afinal, quais os principais desafios para as empresas que necessitam realizar a entrega no início de 2019?

No primeiro momento de vigência da Reinf, a Receita Federal exige somente as informações relacionadas às retenções previdenciárias, tanto no que diz respeito aos serviços prestados como aos serviços tomados que impliquem cessão de mão de obra. Para as outras retenções (IRRF e CSRF), a Receita ainda divulgará os prazos específicos de início de vigência.

O envio das informações é feito por meio de um sistema de mensageria com especificações que atendam o leiaute de informações estabelecido pela Receita Federal. Neste sentido, soluções fiscais podem viabilizar a entrega, garantindo velocidade na execução com análise dos dados anterior às remessas, a fim de mitigar riscos e contemplando a conciliação entre a área fiscal e a contabilidade e, dessa forma, o compliance.

Quanto às penalidades em relação ao atraso, entrega com erro ou omissão do EFD-Reinf, primeiramente, o contribuinte será intimado a apresentar a declaração original e, no caso de não realizar, ficará (em regra) sujeito à multa de 2% ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos informados na EFD-Reinf, ainda que integralmente pagas. No caso da falta de entrega da declaração ou transmissão após o prazo, ficará limitada a 20% e R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Tragédia do Museu Nacional estimula regulação de fundos filantrópicos

Medida Provisória 851 contribui para regulamentação das OSCs, mas ainda precisa se tornar lei

Poucas semanas após o incêndio ocorrido no Museu Nacional, que evidenciou de maneira trágica o abandono das políticas públicas para a cultura e o patrimônio cultural do país, o Brasil ganhou uma nova possibilidade de financiamento para o setor. A assinatura da Medida Provisória 851/2018, que prevê a regulação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, acena com possíveis fontes de fomento a longo prazo para instituições que promovam causas de interesse público.

De acordo com o Departamento de Assuntos Culturais e Terceiro Setor da Andersen Ballão Advocacia, a MP 851 é um marco legal para a captação dos recursos privados que constituirão os fundos patrimoniais, por permitir que os fundos sirvam como financiamento de longo prazo para as Organizações da Sociedade Civil (OSC), viabilizando parcerias e projetos diversos. Há experiências exitosas nos Estados Unidos e na Europa nesse sentido.

A formação de um fundo permanente, ao permitir a independência no custeio das ações das organizações da sociedade civil, possibilita maior eficácia na concretização dos projetos de tais entidades, além de prover, por meio do amparo legal, maior segurança às doações por elas recebidas.

“A Medida Provisória, embora ainda necessite da devida conversão em lei, é uma prova da relevância e da urgência do tema”, enfatiza Francisco Bley, que integra o Departamento de Assuntos Culturais e Terceiro Setor da Andersen Ballão Advocacia. “A regulamentação das OSCs é absolutamente necessária para a consolidação de boas práticas e para trazer segurança jurídica às instituições.”

Como funciona

Também conhecidos como endowments, os fundos patrimoniais filantrópicos são estruturados a partir de um montante inicial, usualmente advindo de doações, que é investido com o intuito de que seus rendimentos possibilitem o financiamento das instituições.

A regulamentação estabelecida pela MP 851 estabelece normas para a aplicação dos recursos em áreas culturais, saúde, meio ambiente, assistência social e transporte, além de prever regras de governança para as instituições gestoras do fundo.

A conversão da MP em lei depende de apreciação da comissão parlamentar mista no Congresso Nacional, num prazo de até 120 dias. Entre os desafios para sua implementação estão a pouca tradição da captação via fundos patrimoniais no Brasil, além da carência de legislação regulamentando esses fundos.

Cardápios inteligentes precisam estar atrelados à redução de custos

É aí que um bom planejamento faz a diferença no final das contas. Saiba o que a Exal – Excelência em Alimentação tem feito

Almoçar fora de casa todos os dias eleva consideravelmente os gastos no final do mês. Segundo um levantamento feito em 51 municípios do Brasil pela Associação das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT), o custo médio de uma refeição que inclua prato principal, bebida, sobremesa e café é de R$ 34, o que representa em torno de 80% do salário mínimo, considerando 22 dias de trabalho.

Esse valor pesa para o trabalhador ou para a empresa que concede o vale-refeição como benefício ao funcionário, que costuma oferecer um montante um pouco mais baixo, em média R$ 25 por pessoa. Por isso, muitas empresas optam pela instalação de um restaurante interno que, mesmo com a administração terceirizada, o valor por refeição cai para menos da metade.

O fato é que a redução de custos é uma necessidade, seja para o trabalhador, para a empresa, aos restaurantes ou organizações que atuam na área de alimentação coletiva. No caso da Exal, empresa que atua nesse segmento e serve cerca de 100 mil refeições ao dia, a gestão inteligente de recursos é uma das prioridades. Por isso, desde 2016, a organização busca alternativas para equilibrar a entrega de um serviço de refeições empresariais de excelência, a um custo reduzido e com preços justos.

De acordo com o diretor de Operações da Exal, Leocádio Bento Filho, a solução foi focar em um planejamento inteligente de compras corporativas. Por meio do Planejamento de Compras e Processos, o PCP, é possível garantir mais flexibilidade na negociação, competitividade de mercado, criatividade e qualidade no cardápio. “Antes a compra era feita regionalmente, agora há um poder maior de negociação e com a mesma velocidade de entrega. A ideia é gerenciar essa compra por volume de ingredientes utilizados em diversas unidades, mantendo a liberdade de escolha da preparação”, afirma.

Outro ganho que o PCP traz é que o cardápio passou a ser avaliado por duas pessoas: pela nutricionista e pela gestora de unidade. A Exal possui um departamento de Planejamento de Compras que, mensalmente, recebe todos os cardápios feitos pelas gestoras, com isso, é possível realizar a previsão e gestão de compras, levando em consideração as particularidades dos clientes que possuem o restaurante administrado pela empresa.

Desafios das vendas: como as técnicas de PNL podem ajudar?

Em vendas físicas ou virtuais, a experiência de consumo passa por uma transformação. Diante desse cenário, o papel do vendedor precisa ser revisto, afinal, ele compete o tempo todo com os e-commerces que, entre as principais vantagens, trazem bons preços e comodidade aos consumidores. Mas como aprimorar o atendimento e garantir a venda física?

Técnicas ligadas à programação neurolinguística podem contribuir durante os processos de negociação.  Nesta quarta-feira, 18 de outubro, a partir das 8h28, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) promove um café-palestra sobre o assunto.

Durante o encontro “A Venda na Palma da sua Mão”, conduzido pelo trainer Heverson do Valle, os principais passos da venda – abordagem inteligente; sondagem eficaz, apresentação coerente; objeção e fechamento – serão abordados de maneira dinâmica, proporcionando melhor fixação e utilização prática.

Para você que quer impulsionar as suas vendas, confira as dicas de Heverson do Valle:

1 – Acredite no seu produto

A melhor venda é aquela que acontece de dentro para fora. Saber que possui um excelente produto faz toda diferença no ato da venda.

2 – Avalie sua concorrência

Entenda todos os detalhes do seu concorrente e, de forma positiva, demonstre quais são os diferenciais do seu produto.

3 – Valorize-se

O seu conhecimento e experiência valem muito! Agregue esse valor à venda.

4 – Aprenda a conviver com o “não”

Quanto mais vezes você ouvir “não” do seu cliente, significa que você está mais próximo do “sim”. Haja de forma amigável, pois enquanto a negativa for somente para o seu produto você ainda possui as portas abertas.

5 – Esteja bem consigo mesmo

Pela manhã, mentalize os seus objetivos e não permita que pensamentos negativos invadam a sua mente. Se você já venceu ontem, vai vencer hoje!

Serviço:

Café-palestra (AHK Paraná|Heverson do Valle) “A venda na palma da sua mão”

Data: quinta-feira (18)

Horário: a partir das 8h28

Local: Grand Hotel Rayon| Rua Visconde de Nácar, 1424 – Centro (Curitiba)

Inscrições e informações: (41) 3323-5958 ou ahkparana@ahkbrasil.com

Observação: será uma excelente oportunidade para fazer networking. Além disso, 50% da renda arrecadada pelo trainer será destinada aos Projetos do Rotary Club.