Guairinha recebe espetáculos internacionais de dança

Evento marca abertura oficial da Mostra Paranaense 2018 com coreografias contemporâneas de artistas premiados a preços populares

Uma das missões da Mostra Paranaense de Dança é oferecer ao público a oportunidade de prestigiar espetáculos profissionais a preços populares. Em sua 11ª edição, o evento traz para Curitiba apresentações de solistas premiados e/ou finalistas no Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart, que ocorre anualmente na Alemanha. Os artistas apresentam trabalhos inovadores no palco do Guairinha, no dia 2 de maio, às 20h. A entrada terá o valor de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Os espetáculos marcam a grande abertura do evento organizado pela Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, a ABABTG, com coreografias de bailarinos da Espanha, Congo, França, Itália e Eslovênia. O festival, que é realizado na Alemanha, dá espaço a coreógrafos e bailarinos contemporâneos de diversos locais do mundo para apresentarem performances originais. Os solistas que virão ao Brasil são: Marina Migueléz-Lucena (Espanha), Miguel Mavatiko (Congo), Benoit Couchot (França), Gloria Ferrari (Italia) e Jernej Bizjak (Eslovênia).

Seletiva regional

Após a grande abertura internacional, coreografias de diferentes gêneros serão apresentadas entre os dias 3 e 5 de maio, também no palco do Guairinha. Grupos e artistas da dança de Curitiba, Região Metropolitana e cidades próximas mostrarão seus trabalhos para uma banca de profissionais convidados pela ABABTG e que poderão ser selecionados para participar da final da Mostra, que ocorre tradicionalmente no Guairão no mês de junho. Esses espetáculos serão abertos ao público ao preço de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Dando continuidade as seletivas de coreografias da Mostra em todo o Paraná, as próximas paradas da ABABTG serão em Chopinzinho (28 de abril a 4 de maio), Ponta Grossa (5 a 11 de maio) e Arapongas (12 a 18 de maio). Também serão ofertadas oficinas de aprimoramento técnico e artístico em modalidades variadas, ministradas por profissionais habilitados (consultar cronograma abaixo).

Sobre a Mostra Paranaense de Dança – o evento se tornou um dos maiores do gênero no Brasil. Em 2017, reuniu cerca de 17 mil pessoas – entre público, artistas inscritos, bailarinos profissionais convidados, equipe técnica e alunos das oficinas e workshops. Ao todo, o Festival contou com a participação de grupos de 56 cidades, sendo três de Santa Catarina e o restante do Paraná. Ambos os estados reuniram 2.360 artistas inscritos, que apresentaram 566 coreografias, sendo que, destas, 122 foram aprovadas para a Mostra Final. Neste ano, a Mostra Paranaense de Dança dá continuidade ao seu compromisso de revelar o talento de artistas e grupos amadores, promover a interação entre profissionais e estudantes da dança, ofertar iniciativas de formação, promover apresentações artísticas de companhias e bailarinos profissionais convidadas, e trazer para o país artistas internacionais em apresentações inéditas.

CRONOGRAMA – Mostra Paranaense de Dança 2018

Espetáculo de abertura da Mostra Paranaense de Dança:

Solistas premiados e/ou finalistas no Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart se apresentam no Guairinha

Data: Quarta-feira, dia 2 de maio, às 20h
Local: Guairinha – Rua XV de Novembro, 971
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), disponíveis no Disk Ingressos e bilheteria do teatro.

Espetáculos dos grupos inscritos na Seletiva Curitiba:

Datas: 3 a 5 de maio, às 20h, e 6 de maio às 18h
Local: Guairinha – Rua XV de Novembro, 971
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), disponíveis no Disk Ingressos e bilheteria do teatro.

Apresentações das seletivas nas cidades do interior:

  • Chopinzinho: 26 e 27 de maio
    • Ponta Grossa: 2 e 3 de junho
    • Arapongas: 9 e 10 de junho

Mostra Final com os artistas e grupos selecionados:

  • Entre os dias 21, 23 e 24 de junho, no Guairão, em Curitiba.

Inscrições para oficinas de aprimoramento técnico e artístico, via site www.ababtg.org.br/mostra (R$ 20 por oficina):

 

  • Campo Mourão: 30 de abril a 13 de maio
    • Chopinzinho: 7 a 20 de maio
    • Ponta Grossa: 14 a 27 de maio
    • Arapongas: 21 de maio a 3 de junho
    • Curitiba (Mostra Final): 4 a 17 de junho

Regulamento e informações:

mostra@ababtg.org.br
www.ababtg.org.br/mostra
www.facebook.com/ababtgoficial

Agenda brasileira para a Indústria 4.0

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), por meio do Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), promoveu o café-palestra “A agenda brasileira para a Indústria 4.0: o Brasil na 4ª Revolução Industrial”. O evento, realizado no último dia 12 de abril, em Curitiba, foi conduzido pelo assessor especial para a Indústria 4.0 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Rafael Moreira. O encontro reuniu gestores e profissionais de multinacionais alemãs, entre outras empresas paranaenses.

Os conselheiros da AHK Paraná: Hans Schorer (presidente do Cons. de Adm. do CITS) e Daniel da Rosa (CEO da unidade Steering da thyssenkrupp para o Brasil); Rafael Moreira (assessor especial para a Indústria 4.0 do MDIC) e Fernando Borer (coordenador do GIE Indústria 4.0 e gestor de manufatura dos sistemas Powertrain da Bosch) Crédito: Silvana Piñeiro Nogueira

Blockchain: tecnologia que transforma o setor financeiro

Tecnologia já é realidade em muitos bancos internacionais com a criação de próprias criptomoedas

Com um público cada dia mais conectado, os bancos possuem o desafio diário de se reinventar, desenvolver novas plataformas e melhorar os seus processos internos. O blockchain, desenvolvido em meados de 2008, vem se tornando a tecnologia chave do sistema financeiro e promete ser um grande aliado para a modernização do setor durante os próximos anos, especialmente na forma de realizar pagamentos.

A ferramenta – também conhecida como encadeamento de blocos – permite o envio de moedas virtuais, como o bitcoin, e a criação de um registro dessas transações de forma rápida, segura e transparente, diferente dos meios tradicionais.

Além disso, devido ao potencial para redução de custos e aplicabilidade, muitos bancos e startups já começaram a explorar e implementar o sistema. A tecnologia tem sido eficaz porque simplifica a distribuição e descentraliza as informações. Por meio de um livro de registro, dados de todas as operações realizadas são armazenados, com isso, nenhuma transação pode ser manipulada, ou seja, nenhum usuário pode alterar um único byte de informação dos processos já realizados.

Entre suas variadas aplicações, os pagamentos internacionais são os mais visados no momento, pois permitem a transferência de valores para qualquer lugar do mundo, de forma instantânea e sem intermediadores. Esta plataforma poderosa também está aberta para os registros contábeis de empresas em geral, universidades, entre outras entidades. O fato é que a inteligência blockchain será capaz de promover grandes mudanças nos métodos corporativos, com a implantação do mercado das criptomoedas, que vem crescendo a cada dia.

A tendência já é realidade em muitos bancos internacionais com a criação de suas próprias criptomoedas (Ripple, por exemplo). Diversas empresas já aceitam o Bitcoin como pagamento de seus serviços, pois os recursos para administrar a moeda virtual são inúmeros, como a criptografia de dados, a conversão de moedas, a verificação de autenticidade da informação, o backup automático ou manual de suas informações, entre outros. Além de altamente segura e inteligente, a tecnologia do blockchain possibilita o investimento em diferentes áreas de atuação no mercado – sendo este um grande passo para asegurar a competitividade no setor.

*Guilherme Mairene Rodrigues é Principal of Technology da FH, empresa de tecnologia especializada em processos de negócios e software

Técnica de estimulação cerebral auxilia na recuperação de pacientes com doenças do sistema nervoso

Fisioterapia com neuromodulação é indolor e não-invasiva

A neuromodulação consiste na aplicação de um campo elétrico ou magnético que modifica e modula o Sistema Nervoso Central ou Periférico. Segundo a fisioterapeuta e sócia do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Mariana Carvalho Krueger, a técnica é utilizada no tratamento de pacientes com dores crônicas, Doença de Parkinson, Acidente Vascular Encefálico (AVE), traumatismo raquimedular e traumatismo cranioencefálico, esclerose múltipla, paralisia cerebral e autismo.

A prática se dá por meio da aplicação de corrente contínua de baixa intensidade sobre o crânio, a qual é capaz de gerar excitabilidade ou inibição cortical e, assim interferir no desempenho de diferentes funções neurológicas. Desta forma, o procedimento pode influenciar as funções motoras, sensoriais e cognitivas. Já os efeitos dependem principalmente da polaridade de corrente aplicada, da intensidade, do tempo de aplicação, da área estimulada e da densidade desta corrente.

A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) consiste na aplicação de correntes contínuas de baixa intensidade (de 1 a 2 mil ampéres) por meio de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo, para aumentar ou inibir a atividade elétrica de determinadas áreas do cérebro e, desta forma, modular a excitabilidade cortical e interferir no desempenho de diferentes funções. O aparelho é constituído basicamente por quatro componentes principais: eletrodos (ânodo e cátodo), amperímetro (medidor de amplitude de corrente elétrica), potenciômetro (componente que permite a manipulação da amplitude da corrente) e baterias para gerar a corrente aplicada. “A técnica é indolor, o paciente sente apenas um leve formigamento no local”, destaca a fisioterapeuta.

Já a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) utiliza os princípios da indução eletromagnética para produzir correntes iônicas focais no cérebro de indivíduos conscientes. A corrente induzida tem a capacidade de despolarizar neurônios ou modular a atividade neural.

O estimulador magnético é composto por duas unidades principais, uma bobina e um gerador de corrente. Para interferir na atividade neuronal, a bobina deve ser posicionada sobre o escalpo do indivíduo e direcionada para a área de interesse. A mudança constante da orientação da corrente elétrica dentro da bobina é capaz de gerar um campo magnético, induzindo correntes elétricas em áreas corticais, as quais podem despolarizar neurônios e gerar potenciais de ação que fazem a neuromodulação.

Segundo a fisioterapeuta, o procedimento das duas correntes tem sido utilizado com resultados positivos na recuperação motora e principalmente na instabilidade postural de pacientes que enfrentam a doença de Parkinson,  na espaticidade e aprendizado motor pós AVC, depressão e para melhora da memória e das habilidades motoras e cognitivas.

Em nenhum dos casos é preciso raspar o cabelo do paciente. “No caso da EMT, como é preciso acoplar perfeitamente a bobina na região e mantê-la imóvel durante a aplicação, poderá ser usada uma toca, que impede a bobina de escorregar”, explica Mariana.

SERVIÇO:

CERNE – Centro de Excelência em Recuperação Neurológica
Avenida Presidente Getúlio Vargas, 4390 – Vila Izabel
Telefone: 41 3092-6366